Declarção

Não apenas os torcedores envolvidos, mas os amantes do futebol podem esperar: o Santos fez o seu papel nesta quarta-feira, no Toyota Stadium, no Japão, e agora espera o Barcelona na final do Mundial de Clubes. Com uma pequena mostra do seu talento, Neymar deu a vitória ao time brasileiro por 3 a 1 sobre o Kashiwa Reysol, não sem uma dose desnecessária de sofrimento. Borges e Danilo também marcaram. Sakai descontou para os japoneses.
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Español 

No sólo los aficionados involucrados, pero los aficionados al fútbol pueden esperar: Los Santos hicieron su parte el miércoles en el Estadio Toyota, Japón, y ahora espera a Barcelona en la final de la Copa del Mundo. Con una pequeña muestra de su talento, Neymar le dio la victoria a la selección brasileña de 3 a 1 en el Kashiwa Reysol, no sin una dosis de sufrimiento innecesario. Borges y Daniel también marcó. Sakai cobrados por los japoneses.

Os gols de Santos 3 x 1 Kashiwa Reysol pelo Mundial de Clubes 2011

Gol de Neymar, Kashiwa Reysol X Santos, Mundial de Clubes 2011

Kashiwa Reysol 1-3 Santos, Mundial de Clubes 2011 14/12/2011

Melhores lances do Neymar no Mundial de Clubes

Para reescrever a história, Santos estreia no Mundial

A maior parte da torcida do Santos ainda não passou por essa experiência, afinal tem quase 50 anos a conquista do bicampeonato de 1962 e 1963. E toda essa ansiedade vai deixar os alvinegros com os nervos à flor da pele a partir das 8h30 de hoje, quando o Peixe encara o Kashiwa Reysol pela semifinal do Mundial Interclubes da Fifa, no Japão.

Pais, avôs e bisavôs ainda vivos guardam na memória aquele time de Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe que no primeiro ano arrasou com os portugueses do Benfica e, no segundo, passou pelos italianos do Milan (mesmo sem Pelé na grande decisão).

Agora, a equipe de Paulo Henrique Ganso, Elano, Neymar e Borges busca fazer a alegria de milhões de meninos, meninas, jovens e adultos que já viram flamenguistas, são-paulinos, colorados e corintianos serem campeões do mundo em passado nem tão distante assim.

Se no início dos anos 2000 não era comum ver crianças trajando o manto santista, hoje em dia a camisa 11 e o corte moicano de Neymar fazem a cabeça de milhares Brasil afora. Torcer para o Peixe está definitivamente na moda e, sem dúvida, hoje o Santos é o Brasil.

Apesar do duelo diante dos anfitriões, é o jogo contra o Barcelona que todos esperam. Afinal, o embate entre Iniesta e Messi do lado espanhol, Ganso e Neymar pela parte brasileira, seria um grande espetáculo para todo e qualquer amante do bom futebol. Um jogo que orgulharia tanto os santistas da geração bicampeã até os da atualidade.

A terceira estrela significará ao Santos igualar o São Paulo como o brasileiro com mais títulos mundiais, na vice-liderança entre os clubes do planeta - o Milan lidera com quatro canecos. Já para o País seria a consolidação como o maior vencedor do torneio, com dez - atualmente tem nove, ao lado de argentinos e italianos.

Santos se arma para selar favoritismo

Chegou a hora. Após 175 dias de espera desde a conquista da Copa Libertadores, o Santos enfim estreia no Mundial Interclubes da Fifa. Aliás, depois de 48 anos do segundo título, o Peixe tem a responsabilidade de confirmar o favoritismo para chegar a tão esperada decisão - muito provavelmente - contra o Barcelona. Mas, antes, o time de Muricy Ramalho tem de superar os anfitriões do Kashiwa Reysol, às 8h30 de hoje (horário de Brasília), no Toyota Stadium.

É absolutamente incontestável que o Santos tem time superior ao dos japoneses. Mas todo cuidado é pouco, afinal vale lembrar que no ano passado os congoleses do Mazembe tiraram o favorito Internacional justamente nessa fase da competição. O mesmo vale para o Barcelona, que encara o Al-Sadd, do Catar, amanhã.

Aliás, a superioridade santista também é válida na altura dos jogadores: o maior do Kashiwa Reysol tem 1,83 m (o lateral-direito Sakai). O goleiro Sugeno, por exemplo, tem 1,79 m. Dessa forma, as bolas paradas também se transformam em importante arma favorável ao Peixe.

E no esquema tático montado pelo técnico Muricy Ramalho, sai um baixinho do time e entra um grandalhão. O lateral-esquerdo Léo (já está recuperado e ficará no banco) e o deslocamento de Durval (1,85 m) para o lado do campo, Bruno Rodrigo (1,86 m) entra como titular junto de Edu Dracena (1,87 m) na zaga santista. O treinador não teve o menor pudor ou preocupação em divulgar a escalação. Afinal, todos - inclusive o técnico do Kashiwa, o brasileiro Nelsinho Baptista - conhecem os jogadores do Santos.

A outra presença confirmada é o meia Elano. Mesmo com suas limitações físicas, é um jogador de experiência bastante exaltada por Muricy Ramalho que, segundo ele, faz diferença neste momento. “Conta muito numa competição internacional. O Elano não está 100% fisicamente porque só fez dois jogos depois que se recuperou da lesão, mas pelo que vi nos treinos está pronto para nos ajudar bastante”, explicou o treinador.

No meio-campo, Henrique ocupará a vaga de Adriano que, lesionado, sequer viajou ao Japão. Já o atacante Diogo nem vai ao banco de reservas - está com lesão muscular no adutor da coxa direita. O jogador, inclusive, é dúvida até para a partida de domingo (seja a final ou a disputa do terceiro lugar).

E se o Santos está definido, o Kashiwa deve mandar a campo o time base que venceu seus dois jogos no Mundial até agora (Auckland e Monterrey). Como assistiu aos dois jogos, Muricy Ramalho sabe o que terá pela frente.

“A gente sabe que o time japonês vai nos dar bastante trabalho. Temos o pé bem no chão. É um grupo organizado, mostrou nos jogos. Tem dois volantes que armam bem o time. Dois brasileiros. Vi as partidas de um time que merece respeito”, concluiu o treinador santista.

Pepe revela mágoa por não ter sido convidado para o Mundial

Bicampeão pelo Santos em 1962 e 1963, Pepe garante que não estava entre suas prioridades assistir o Santos no Mundial de Clubes. No entanto, sente que foi esquecido pela atual diretoria santista. O ex-ponta, peça constante em recentes ações da atual gestão, diz que diferentemente de outros campeões sequer foi convidado para a viagem.

“Não me incomodo de ficar, mas acho que deveria ter sido convidado. Talvez tenham pensado que eu não fosse querer por ter 76 anos. Mas o correto seria convidar, afinal, só vão disputar o tri porque colaborei com o bi”, disse o veterano.

O ex-jogador assistirá aos jogos em sua casa, mas gostaria de colaborar com informações sobre Pep Guardiola, técnico do Barcelona, de quem foi treinador no Al-Ahli, do Catar. “Acho que o Santos poderia ter me convidado, mas ninguém falou: ‘Pepe, você quer ir?’. Eu poderia dar algumas dicas sobre o Guardiola, ajudar no psicológico”, comentou.

O marketing do Santos chegou a cogitar levar ex-campeões, mas considerou caro, cerca de US$ 15 mil (cerca de R$ 27 mil), mais a possibilidade de levarem acompanhantes. Coutinho, também bicampeão, rejeitou por não poder levar a filha. Dos campeões, somente Lima, que trabalha como observador nas franquias do clube, está no Japão.

Amigos, Muricy Ramalho e Nelsinho Baptista trocam elogios

Ex-companheiros nos tempos de São Paulo no início da década de 1970, amigos há 40 anos e hoje de lados opostos em busca de uma vaga na final do Mundial Interclubes. Tal situação tão peculiar cabe aos técnicos Muricy Ramalho, do Santos, e Nelsinho Baptista, do Kashiwa Reysol.

E tanta amizade não poderia resultar em outra coisa que não muito respeito e elogios de ambos os lados. “Nossa amizade vem de longe. Tenho por ele um grande respeito, não só como profissional, mas como amigo também. É o melhor técnico do Brasil”, disse Nelsinho Baptista.

Quando ficou sabendo das palavras do colega, Muricy Ramalho rebateu. “Essa coisa de melhor do Brasil é coisa de amigo mesmo. É uma pessoa com quem tive o prazer de jogar. Até dividíamos os quartos. É um parceiro e pessoas assim a gente não esquece. Ele se transformou num grande treinador e vem fazendo um excelente trabalho. Tirou o Kashiwa da Segunda Divisão ao título do Campeonato Japonês.”

Apesar dos seis anos juntos no São Paulo - enquanto jogadores - Nelsinho Baptista relembrou que na única vez que se enfrentaram em campo ele levou a melhor. “Foi no Paulista de 1978. Eu já estava no Santos e ele, no São Paulo. Eu acabei vencendo”, disse o treinador do Kashiwa que, por outro lado, não se recorda dos duelos como treinadores.

Brasileiros são as principais armas do time japonês

Viajar milhares de quilômetros para jogar contra um time estrangeiro e ter como principais preocupações dois brasileiros. Esta é a realidade do Santos diante do Kashiwa Reysol, hoje. E, de fato, os meias Jorge Wagner e Leandro Domingues são as duas peças chave do técnico Nelsinho Baptista para tentar superar o Peixe.

Obviamente o treinador Muricy Ramalho sabe que os brazucas são as apostas dos orientais. “Os brasileiros são decisivos, o Jorge na bola parada continua perigoso e o Leandro pelo lado direito é diferenciado”, disse o técnico brasileiro.

E Nelsinho Baptista deixa isso bem claro durante os jogos, ao fazer todas as jogadas passarem pelos pés de um dos dois. Foi assim nas oitavas de final, quando os japoneses superaram o Auckland City, da Nova Zelândia, por 2 a 0. E se repetiu nas quartas, quando passaram nos pênaltis pelo Monterrey, do México - após 1 a 1 no tempo normal, 4 a 3 nas penalidades.

Mas agora o grande desafio é lutar contra todo o favoritismo do Santos. Só Jorge Wagner e Leandro Domingues não serão suficientes e Nelsinho Baptista precisará contar com todo o grupo. Sobretudo, para conseguir parar o astro Neymar.

“Todo mundo fala sobre Neymar. Ele não está só nas manchetes brasileiras. Ele tem um talento excepcional e muita classe, todas as ferramentas para tornar-se o melhor jogador do mundo”, disse Baptista, que também elogiou Paulo Henrique Ganso e Elano. Ele sabe que não será fácil.

Vitória sobre Real injeta ânimo no Barca

Embora a competição seja outra, os jogadores do Barcelona avaliam que a vitória sobre o rival Real Madrid no Campeonato Espanhol deu impulso a mais para o time na disputa do Mundial de Clubes da Fifa. Os espanhóis estreiam amanhã na fase semifinal contra o Al Sadd, do Catar, em Yokohama, às 8h30 (horário de Brasília).

“Aqueles foram três pontos importantes para nós tentarmos vencer o Campeonato Espanhol. Se tivéssemos perdido aquele jogo, seria duro pegar o avião e voar até aqui. Agora, ficou mais fácil para a gente”, afirmou o zagueiro Piqué, durante coletiva no Japão.

Apesar de reconhecer o valor da vitória sobre o arquirrival, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, os jogadores do Barcelona garantem que o foco agora é o Mundial, no qual esperam conquistar mais um título - o clube foi campeão mundial há dois anos, nos Emirados Árabes Unidos.

“Agora, estamos concentrados nesse jogo (contra o Al Sadd). Sabemos que eles são um time muito forte fisicamente e, num torneio desse tipo, é difícil jogar contra um time desse tipo”, avaliou Mascherano, reconhecendo também que o elenco do Barcelona está sofrendo com a adaptação ao fuso horário do Japão, depois de ter desembarcado no país no domingo.

Para Mascherano, a importância dada pelos clubes da América do Sul ao Mundial tornam as coisas mais difíceis para as equipes da Europa. Por isso, disse, os europeus entram em desvantagem no torneio. “Sabemos que para o time europeu sempre há mais dificuldades. Os outros clubes, principalmente os sul-americanos, têm mais preparação quando jogam aqui. Depois de ganhar a Libertadores, ficam quatro ou cinco meses se preparando”, comentou.

Esta é a quarta vez que o Barcelona tenta o título. Em 1992, ainda no formato antigo (América do Sul x Europa), o São Paulo bateu a equipe treinada por Johan Cruyff. A segunda chance foi em 2006 e o carrasco foi o Internacional. O título veio em 2009, com vitória sobre o Estudiantes na final. “Não vi aquele torneio, pois estava no Liverpool. Mas sei que foi uma partida muito assistida, principalmente no meu país: havia Messi e Gabriel Milito de um lado e o Estudiantes do outro”, disse Macherano, para quem o título tem de ser visto como prioridade neste fim de ano. “Para estar aqui tem que ganhar uma Champions (League). E uma Champions não se ganha todo dia. É um Mundial de Clubes e o campeão será campeão do mundo, o que significa ser o melhor time do mundo.”

Crianças vítimas de terremoto têm encontro com jogadores

Os jogadores do Barcelona tiveram ontem encontro especial em Yokohama. Quando foram treinar à tarde, receberam a visita de 13 crianças japonesas que tiveram que deixar a região de Fukushima após o terremoto, seguido de tsunami, que provocou desastre nuclear em março.

As crianças estão entre as mais de 100 mil pessoas que foram obrigadas a abandonar suas casas na região de Fukushima após o desastre na usina nuclear da região. Elas estão abrigadas atualmente em uma escola de Tóquio e, por iniciativa do embaixador da Espanha no Japão, tiveram a oportunidade de conhecer os jogadores do clube espanhol, em Yokohama.

O encontro aconteceu antes do treino. As crianças puderam conversar com os jogadores, fizeram perguntas, tiraram fotos, receberam autógrafos e também ganharam de presente camisas do clube com seus nomes escritos nas costas.

Mundial: as alternativas do Santos

Neymar e Arouca - Santos x Kashiwa (Kazuhiro Nogi/FIFA.com)
Kazuhiro Nogi/FIFA.com
Ao vencer os japoneses do Kashiwa Reysol o Santos agora enfrentará o Barcelona na final do Mundial de Clubes. Será uma terefa das mais difíceis, afinal o time catalão é provavelmente o atual melhor do mundo e conta com astros do calibre de Messi, Iniesta e Xavi. Difícil mas não impossível: Goal.comanalisa quais estratégias que o Peixe pode adotar para sair campeão.

Travar a engrenagem

No clássico contra o Real Madrid, o Barcelona impressionou pelas constantes trocas de esquema tático dentro de campo. Ora no 3-4-3, ora no 4-3-3 os catalães conseguiram confundir seu adversário e sair de campo com uma importante vitória.

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Chave desse “carrossel” é o brasileiro Daniel Alves. Na ocasião, o ex-jogador do Bahia começou na lateral mas depois passou para o meio-campo. E é justamente essa troca que o Santos deve evitar. Com Neymar aberto pelo lado esquerdo seu compatriota fica obrigado a ficar mais fixo, sem tanta mobilidade, o que pode deixar o carrossel “emperrado”.


O pivô de Borges

Como bem se sabe a principal característica do time trienado por Pep Guardiola é o domínio da posse de bola para, dessa forma, envolver seu adversário. Mas o centroavante santista pode ser uma excelente arma quando o time estiver sendo envolvido. Como faz um excelente pivô, quando o time estiver apertado basta chutar em direção a Borges; então, ele pode segurar a bola, esperando seu time se recompor.

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Diminuir os espaços

No mesmo clássico em que impressionou o mundo com as trocas de esquema, o Barcelona também apresentou alguma dificuldade no começo, quando o Real marcou sob pressão. Ainda que tal estratégia não possa durar o jogo inteiro, seria interessante ver o Peixe utilizando o mesmo artifício.

Se Neymar, Ganso e Elano não têm de forma alguma como característica a marcação, ainda assim podem pressionar a saída de bola catalã nem que seja cercando os defensores. Na base do chutão, os blugranas não funcionam tão bem como com a bola no chão. E isso mostra outra questão fundamental: diminuir os espaços entre os setores.

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Caso deixe grandes espaços entre o ataque e os meias ou entre os meias e os volantes, será um prato cheio para o Barcelona mostrar aquilo que sabe. Neymar e Ganso terão de voltar um pouco mais para que não fique uma avenida que favoreça a troca de passes dos catalães. 

Além do que, caso haja muito espaço entre Arouca, Henrique e o miolo da zaga, Messi muito provavelmente fará a festa por lá. E todos sabem que dar meia chance que seja ao argentino normalmente se revela fatal.

Defender antes de atacar

Uma das jogadas mais reconhecidas da equipe espanhola são as triangulações às costas dos laterais do time oponente. Contra o Kashiwa Reysol, o lateral-esquerdo do Santos, Durval, atacou demais. Não é sua posição de origem e como é lento e demora para se recompor, o santista viu muitas vezes Sakai e Tanaka fazer o que queriam no seu setor.

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No jogo contra os catalães, Durval não poderá atacar tanto. Ele deverá fazer uma função principalmente defensiva já que sua falta de velocidade pode deixar o Peixe em muitos apuros. Caso opte por Léo, o problema de Muricy continua. Léo é um jogador já no final da sua carreira e não joga há tempos; portanto, o problema da falta de velocidade e cobertura continuaria.

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Com 99 gols, Neymar pode chegar ao centésimo na final do Mundial


Por Adilson BarrosYokohama, Japão

Com apenas 19 anos, o atacante Neymar, do Santos, está muito perto de marcar seu centésimo gol como jogador profissional. Contra o Kashiwa Reysol, do Japão, na última quarta-feira, semifinal do Mundial de Clubes, o craque santista marcou o 99º (veja no vídeo ao lado). O Peixe está classificado para a decisão da competição, contra o Barcelona, domingo, às 8h30m (horário de Brasília), no estádio de Yokohama. Será a última chance de o craque atingir a marca ainda neste ano, seu terceiro como profissional.

Promovido ao time principal no início de 2009, com 17 anos, Neymar marcou seu primeiro gol no dia 15 de março daquele ano, na vitória santista por 3 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. De lá para cá foram 81 tentos pelo Peixe, oito pela Seleção Brasileira, nove pela Seleção sub-20 e um pela Seleção sub-17.

Com os 81 gols que marcou pelo Santos até o momento, Neymar caminha para se tornar o maior artilheiro alvinegro após a era Pelé. O recorde é de Serginho Chulapa e João Paulo, ambos com 104 gols. Neymar está em sexto lugar na relação, atrás de Kléber Pereira, que tem 87.

Neste ano, o camisa 11 disputou 46 partidas pela equipe alvinegra e marcou 25 gols, média de 0,52 gol por jogo. Se mantiver o índice, conseguirá alcançar Chulapa e João Paulo ainda em 2012. Faltam 23 tentos.

Neymar comemora gol do Santos contra o Kashiwa (Foto: Reuters)Neymar comemora gol do Santos contra o Kashiwa, o 99º da carreira dele (Foto: Reuters)

Abatidos, jogadores do Barcelona querem título para dedicar a Villa


Por Adilson Barros e Thiago DiasDireto de Yokohama, Japão

vitória sobre o Al Sadd não foi comemorada plenamente pelos jogadores do Barcelona. A saída de David Villa com uma fratura da tíbia da perna esquerdano primeiro tempo (assista no vídeo ao lado) abalou os atletas, que demonstraram abatimento durante as entrevistas depois do 4 a 0 no Estádio Internacional de Yokohama. Por outro lado, o elenco prometeu motivação extra para buscar o título do Mundial de Clubes contra o Santos e dedicá-lo ao camisa 7.

- Foi uma lástima. Temos que tentar animá-lo e torcer para que volte o mais rápido possível. Passa a ser uma motivação a mais, tentaremos dedicar a vitória a ele – disse o capitão Puyol


Alexis Sanchez, que deixou o jogo reclamando de dores na coxa, afirmou que está bem e que não deve ser problema para a final de domingo.Segundo o ex-goleiro Andoni Zubizarreta, atual diretor esportivo do Barça, os médicos ainda não deram previsão do tempo que David Villa precisará para voltar aos gramados. Segundo jornalistas espanhóis, o atacante vai deixar o Japão na manhã desta sexta (noite de quinta no Brasil) rumo à Espanha para ser operado.

- Estão todos muito mal, muito tocados. David é uma pessoa muito querida, muito sensível, e todos estão muito tristes com essa perda. É algo que nos deixa muito mal, mas faz parte da profissão. Precisamos animá-lo, estar perto dele – afirmou o técnico Pep Guardiola.

David Villa deixa o jogo do Barcelona lesionado (Foto: Reuters)David Villa no momento da fratura (Foto: Reuters)

Na véspera da semifinal, o treinador desmentiu que o Barça tenha a intenção de vender Villa no final da temporada, como publicou o jornal “Marca”. Segundo o ex-volante, o diário de Madri “mente”.
Autor de dois dos quatro gols do time espanhol sobre o Al Sadd, o lateral brasileiro Adriano também demonstrou apoio ao camisa 7:

- Esperamos que ele possa se recuperar logo e esteja conosco o quanto antes.

Para Thiago Alcântara, a vitória sobre o clube do Qatar foi o que menos importou em Yokohama nesta quinta:

- Independentemente do resultado, que foi maravilhoso, para nós isso foi o que marcou o jogo. O principal é ele e sua lesão. Agora, só pensamos no nosso companheiro na sua recuperação – disse Thiago Alcântara.

Barcelona e Santos fazem a final do Mundial de Clubes da Fifa no próximo domingo, em Yokohama, às 8h30 (de Brasília). A TV Globo e o SporTV transmitem o jogo ao vivo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em tempo real.

David Villa de Gesso (Foto: Divulgação/Site Oficial do Barcelona)